Mudanças econômicas inspiram franquias brasileiras

Com histórias envolvendo momentos de crise, Restaura Jeans e Acquazero são exemplos de franquias que se adaptam às necessidades do mercado

Acompanhar as mudanças dos hábitos de consumo e transformá-las em oportunidades de negócios faz parte dos desafios de se manter em um mercado cada vez mais competitivo.

Foi em um cenário semelhante ao atual – na crise da década de 90, com a era Collor -, que um ex-técnico agrícola viu na empresa de beneficiamento de roupas do irmão uma grande oportunidade de negócio. “Quando era preciso tingir as roupas dentro de um grande tanque, eu mesmo mergulhava minhas peças velhas junto com as novas para que ganhassem um novo aspecto”, conta Flávio Conrad, que usou a ideia para criar uma rede de franquias com 230 de lojas em todo o país.

O momento de inflação descontrolada, desemprego batendo recordes e a preocupação das famílias em segurar o dinheiro deu sentido à proposta de Conrad. “Comprar roupas novas estava fora de moda e eu tinha a solução para esse problema. Criei a Restaura Jeans pensando na economia que essas pessoas poderiam fazer reaproveitando as roupas”, explica.

Desde o princípio, a empresa busca entender a real necessidade do consumidor. Segundo Paulo Conrad, filho de Flávio e diretor executivo da marca, “a rede precisa seguir a tendência do mercado. Não adianta reclamar da crise com a barriga no balcão”.

25 anos depois da recessão econômica que inspirou o surgimento da Restaura Jeans e em meio a uma nova crise, o momento é de otimismo. Com uma gama de serviços mais abrangente e metas ousadas, em 2016, a rede quer atingir a marca de 250 franquias e pretende movimentar R$ 90 milhões.

Outra franquia que dá aula de como manter os lucros em momentos de dificuldade é a Acquazero. Criada em 2009, a rede de limpeza ecológica e serviços de conservação automotiva, teve um aumento significativo no volume de negócios com a crise hídrica em 2015.

Diante da preocupação, os moradores de São Paulo encontraram no serviço prestado pela franquia de Marcos Mendes uma alternativa. “Limpar o carro sem usar litros e litros de água limpa se tornou algo cultural para o paulistano. Para continuar crescendo, no entanto, percebi que nosso foco deveria contemplar novas oportunidades”, considera o empresário.

No primeiro trimestre de 2016, a rede faturou 20% a mais do que no mesmo período de 2015. Vivenciando outra crise – a econômica -, o criador da franquia revela uma nova postura do mercado: “O brasileiro postergou o plano de comprar o carro zero e o comportamento imediato é cuidar do que está garagem. O cliente que vinha apenas para deixar o carro limpo hoje recebe a orientação de um consultor especialista na área de conservação”.

Mesmo em um ano de incertezas quanto aos rumos da economia, a Acquazero pretende bater a marca de 460 franquias em todo o país até dezembro.

 

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3 Comentários
  1. Responder Felipe 20 de abril de 2016 de 12:56

    Bem legal a matéria.Inspiradora.

    • Responder Franquias Já! 26 de abril de 2016 de 15:53

      Obrigado pelo comentário. Importante para melhorarmos a cada dia.

    • Responder Franquias Já! 25 de maio de 2016 de 12:27

      Olá! Obrigado pelo comentário. Siga-nos nas redes sociais: @franquiasja

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