Franquias Brasileiras vivem novo momento

Franquias Brasileiras vivem novo momento?

As últimas pesquisas divulgadas pela Associação Brasileira de Franchising (ABF) revelam um cenário inédito vivenciado pelas franquias brasileiras.  

Em 2016, o setor reduziu 1,1% em número de redes comparado com o mesmo período de 2015. Atualmente são 3.039 marcas, ante 3.073 registradas em 2015. Isso significa que cerca de 30 franqueadoras fecharam as portas e outras tantas deixaram de abrir. Foi a primeira vez em seis décadas que esse mercado encolheu em quantidade de marcas.

Resseção econômica e a crise política, sem dúvidas, foram grandes as vilãs que contribuíram para este resultado.

Apesar das dificuldades, dados mais otimistas mostram a força das franquias brasileiras

Entre 2015 e 2016 houve crescimento de 8% do setor em faturamento, movimentando R$ 150 bilhões.

Praticamente o mesmo crescimento em percentual entre 2014 e 2015 – quando houve alta de 8,3%, acumulando R$ 139 bi.

Para 2017 a expectativa é de que a receita seja de 7% a 9% maior que a do ano passado.

Neste contexto, podemos dizer que em termos de capacidade empreendedora  e resiliência o franchising nacional se destaca.

O setor apresenta melhor poder de enfrentamento a crise.  Situação diferente do varejo e a industria que tiveram quedas ainda mais severas, sem falar no fechamento de postos de trabalho.

Além disso, ficam evidentes que os processos bem definidos, a forma de gestão e a criatividade na operação, o profissionalismo, entre outros, são armas poderosas contra o fracasso.

Por estas e outras, podemos dizer que as franquias brasileiras são guerreiras incansáveis, que aprendem com as perdas e avançam mesmo quando a conjuntura político-econômica não ajuda. 

“Mesmo em um ano tão desafiador, recebemos novos investidores, criamos empregos e entregamos crescimento, enquanto o varejo registrou quedas históricas. Atribuímos isso, principalmente, ao profissionalismo do setor, à flexibilidade e à agilidade para tomar as medidas necessárias de corte de custos, aumento na capilaridade, ganhos de eficiência e reconquista de um consumidor que começa, lentamente, a recuperar sua confiança”, observa Altino Cristofoletti Junior, presidente da ABF.

Franquias Brasileiras ampliam postos de trabalho na crise

As franquias brasileiras atualmente somam 142 mil unidades franqueadas – uma alta de 3,1% em comparação anual. O setor foi responsável por empregar 1,2 milhão de pessoas – aumento de 2,9% em comparação às vagas preenchidas em 2015.

Microfranquias batem recordes históricos em crescimento

Outro dado que chama atenção diz respeito as  microfranquias no Brasil. Segundo a ABF, este nicho aumentou 45% entre 2013 e 2016, passando de 384 para 557 marcas.

Essas redes, que têm investimento inicial de até R$ 80 mil, são 18% do total de marcas de franquias brasileiras. 

De acordo com o diretor de inteligência de mercado da entidade, Claudio Tieghi, “os modelos de investimento mais baixos são importantes para a adaptação das redes às sazonalidades, oscilações e oportunidades do mercado.

Afinal, modelos de microfranquia implicam em racionalizações e reduções de custos que contribuem com a eficiência das redes no geral”.

O diretor afirma ainda que, “ao facilitar o acesso, as microfranquias são um importante incentivador e facilitador da profissionalização e da formalização de pequenos comércios e prestadores de serviços”.

O estudo indica que 31% das redes exclusivamente de microfranquias possuem acima de 100 unidades e 25% têm menos de dez.

“Esse dado revela a consistência do modelo e o crescente número de novas franqueadoras nesse formato”, explica Tieghi.

Veja estudo completo sobre microfranquias: http://franquiasja.com.br/microfranquias-abf-lanca-novos-dados/

fonte: http://www.abf.com.br/

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